quinta-feira, 26 de abril de 2012

Querido, eu posso dar pra todo mundo, mas não para qualquer um!

Mulher que é mulher dá para quem ela quiser!
Melhor, mulher de verdade nem perde tempo pensando nesse assunto, porque é algo tão natural e simples na sua vida quanto pentear os cabelos ou fazer as unhas. Por isso acho bem esquisito essas "meninas" cheias de preocupação, lendo livros e fazendo contas (primeiro encontro, terceiro, decimo segundo?) para descobrir o momento real e arriar a calcinha de renda.
Marte e Saturno deverão estar alinhados conspirando para um acontecimento pós trancedental. Parece que elas são oferendas  para algum "deus" da castidade! Acorda galera, É SÓ SEXO!
Passional, carnal e intempestivo como deve ser. Deixem as contas para o IBGE, as regras de bom comportamento para o colégio de freiras e vivam. Comprem camisinhas e "mandem bala".
Apesar da aparente modernidade, tem muita mulher regulada por ai. E não porque não sinta vontade de "liberar", não: esse motivo é respeitável. É porque tem medo do que os outros vão falar, mesmo. Medo do que o cara vai pensar dela, vê se pode. Se uma garota teme o juízo que o cidadão vai fazer dela, depois do bundalelê, é um aviso dos céus de que não deve dar para ele de jeeeeeeeeeeeeeeeito nenhum -  a menos que goste de transar com babacas moralistas. Eu hein!
Nunca me preocupei com o que o vizinho, o porteiro ou qualquer terceiro pensam de mim: se eles não tem nada mais importante para fazer alem de vigiar a vida alheia, pobres deles. O problema é que nossa sociedade é, feito lençol freático, permeado por um moralismo mais contaminador que a dengue e, quando você menos esperar,  se pega censurando a conduta dos outros igualzinho a sua avó. Comportamento herdado, sabe? Pior que isso, comportamento arcaico. Ou patético.
Um namorado meu a tempos, precisava de um bom advogado (nem lembro mais pra quê). Indiquei um grande amigo meu. Ele foi ao escritório do cara, curtiu a conduta profissional dele e acabou fechando negocio.
Meses depois, vendo umas fotos de uma festa, bem antiga... O cidadão teve um surto psicótico, porque se deparou com uma foto minha dando uma beijao no meu amigo, agora, seu advogado.
- Você deu pra ele?
- Ué, dei. Na época, claro.
- E ainda diz que é amigo?! Você fica trepando com tudo quanto é amigo, é? E ainda me faz fechar negocio com um cara que te comeu?

Olha, sinceramente, homem que fica encanado com a vida sexual pregressa da namorada precisa tomar surra de frigideira pra deixar de ser besta. O mais engraçado é que os machos rodados se acham o Tiger Woods do sexo (acertam o buraco, cada vez com mais distinção), mas as mulheres viram roupa comprada em brechó? Ah, faça-me o favor. Dou o que é meu e ninguém tem NADA A VER COM ISSO! E, alias, o numero de pessoas que passaram pela minha cama, não te interessa, não altera o Bovespa, nem minha personalidade ou valor. Muda, isso sim, a experiência. O que é ao meu ver, ótimo: ter referencial, é algo valiosíssimo  nestes dias de propaganda enganosa.
Mas veja bem: dar para quem quiser, não significa passar o rodo no time de basquete inteiro, ou em toda a sua turma de amigos, não. Isso é falta de respeito consigo mesma.
Porque como disse Leila Diniz a um babacão que, depois de tomar um sonoro fora a chamou de vagabunda: "Querido, eu posso dar pra todo mundo, mas não para qualquer um".
Isso é que é mulher!